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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Não comprem na Oppa!

Depois que me mudei pra Petrópolis, meus móveis ficaram dispersos no meio da sala do apartamento alugado. Deixa eu explicar: É que na minha antiga casinha, que era própria, o foco era o trabalho em gesso da sanca, teto rebaixado, a iluminação embutida, o papel de parede... Todas aquelas coisas bacanas que a gente só faz quando é dono do imóvel. Os móveis em si eram mais básicos, neutros, sem muito detalhe em decoração.

Quando eu me mudei pro apto alugado era tudo diferente, aquela parede branca, pé direito sem rebaixar, sem sanca, sem iluminação, piso feioso de taco. Enfim, o apê alugado tradicional. Os meus móveis tradicionais morreram ali. Em nada me lembravam o carinho e o trabalho que minha antiga sala possuíam. Isso me deixava extremamente infeliz e parecia que eu nunca terminava de me mudar.
Resolvemos por isso, contratar a Camila Marzulo, aquiteta que fez a minha loja. - Aproveito pra puxar o saco porque a Camila é uma pessoa incrível, fácil de lidar e muito competente. - Entre projetos e escolhas, acabamos indo no showroom da Oppa em Botafogo. Foram quase 2 horas na loja e finalmente decidimos a base e o tampo da mesa e 2 cadeiras.

Nada do que gostávamos estava disponível, mas por conta do tamanho da sala, a Oppa era uma das poucas lojas que apresentavam uma mesa nas medidas ideais. Nos ajustamos à disponibilidade deles e entre um frete caríssimo e um prazo de entrega de 50 dias resolvemos comprar. DUAS cadeiras, a base da mesa e o tampo.

Demorou cerca de 30 dias e chegou: UMA cadeira, o tampo certinho e a base da mesa COM DEFEITO. O entregador disse que a segunda cadeira chegaria depois. Por desencargo de consciência fui conferir meu pedido e vi que o vendedor do showroom só tinha encomendado 1 cadeira. Que decepção. Perdi o desconto na Black Friday e ainda teria que pagar outro frete. Vendedor ruim que já me mostrava que a marca não valia a pena.

Entrei em contato com a marca e solicitei que me fosse enviado somente UM pé da base da mesa, dessa forma, eu poderia montar a mesa e ter onde comer. A Oppa me respondeu que não trocaria somente o pé da mesa e que eu não poderia montá-la. Deveria estar disponível para entregar a mesa com defeito e receber a nova em até 15 dias úteis. Gente, olha o absurdo, depois de 32 dias de espera para receber o produto com defeito (e faltando uma cadeira), 5 dias para eles responderem, deveria esperar mais até dia fim de janeiro para ter minha mesa finalmente. Ao todo, 60 dias de espera para receber uma simples, simples mesa de jantar, cujo frete me custou caríssimo. Eu avisei a eles que vou estar viajando entre os dias 10 e 17/01 e que a entrega não pode ser feita nesse período. Duvido que eles levem isso em consideração.

Revoltada, fui reclamar no instagram da marca. Imagina o que eles fizeram? ME BLOQUEARAM sem nem atender minha solicitação. Uma marca que simplesmente bloqueia um cliente que está insatisfeito pois o produto chegou com defeito. Solicitei o cancelamento da compra, a marca disse que demoraria até 20 dias úteis para coletar o produto e que só depois processaria a devolução do dinheiro. Quanto tempo demora pra devolver o dinheiro? 4/5 meses após a compra? Um absurdo... Imagino que nem venha monetariamente atualizado...

Agora estou eu sem mesa de jantar, com caixas espalhadas pela sala que são um risco para o meu baby que fica andando entre elas, aguardando a boa vontade da empresa de me entregar o produto que eu paguei a vista e bloqueada no instagram por eles.

É na resolução de problemas que a marca ganha ou perde o cliente. Eu e meu marido já tínhamos decidido comprar um rack e um sofá no site, além da cadeira faltante. Nunca mais.

O que fazer agora? Nada! Estou de braços atados aguardando que a Oppa tenha boa vontade em resolver meu problema. Reclamei no reclameaqui pois pelo menos lá eles não podem me bloquear... Está aqui o Link pra quem quiser acompanhar.


A marca até tem um design bacana mas Não indico! Não aprovo! Oppa, nota zera no respeito ao consumidor!

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Prazer, esse é o Bento!

Esse é o Bento. 
Meu pequeno amado. Nasceu dia 01/12/2014 às 9:47. Parto natural, não chorou, só gemeu. É daquele tipo gente boa que ri pra todos e agrada todo mundo. É um bebê muito bonzinho. Adora rotina. Um "mamão" e comilão. Nunca nem provou um outro leite que não fosse o meu (eu me orgulho MUITO disso, foi uma luta, precisou de muito esforço, e foi graças ao meu súor e sangue, literalmente). Come tudo o que oferecemos.

Deu seu primeiro sorriso espontâneo com 25 dias, no Natal. Dá altas gargalhadas e interage bastante desde os 2 meses. Adora uma bagunça. No geral, dorme bem a noite, acorda 1 vez ou nenhuma. Com algumas exceções, nunca deu trabalho a noite. Chupa chupeta (não me orgulho disso mas foi necessário naquele momento de puerpério intenso - conto também um dia).

É um bebê bem pequeno, transita entre as linhas preta e vermelha da carteira de vacinação. Começou a comer frutas aos 5 meses (vale dizer que também conto um dia sobre o processo de decisão de antecipar a introdução alimentar?) e papinhas de legumes aos 6. Aceita praticamente tudo o que oferecemos. Não curte mamão puro (mas aceita se estiver misturado a outras frutas), nem abacate.
É genioso, fica bravo e chora se não deixo ele pegar algo que quer. Começou a assistir galinha pintadinha com quase  7 meses e curtiu. Teve sua primeira perebinha, um resfriado, no dia que completou 7 meses. Estamos na segunda pediatra, que eu adoro. Ela é maravilhosa, mas só aceita particular e é no Rio (RJ) onde vamos todo mês levar o pequeno.

Vou contar pra vocês aqui no blog minhas aventuras como mãe e as descobertas dele. Espero que curtam!








Sejam bem-vindas!            

Bateu um medinho

Escrevi o texto uma semana antes de mudar de cidade. Apesar de a decisão de mudar de cidade já estar tomada. O fato de continuar tudo igual, no mesmo apartamento, do mesmo jeitinho, me dava a ilusão que dava pra voltar atrás. Mas não dava... Uma semana depois eu me mudei. Larguei cidade, emprego, vida dentro do padrão, pra ser feliz de um outro jeito, de um jeito diferente e não podia estar mais feliz. Que bom que eu tive coragem. Que bom que eu estava com medo mas segui em frente mesmo assim!

Algum dia em maio de 2015: "Enquanto escrevo esse post, falta um pouco mais de 1 semana pra minha mudança de cidade. E eu sei que já não tem volta, as coisas relacionadas ao meu novo trabalho já estão avançadas, já foram pagas, não dá pra desistir. Mas bateu um medinho.

Não, eu não gosto do meu trabalho atual mas ele me paga super bem. É um dinheiro garantido que eu sempre vou ter e em tempos de recessão econômica isso é sempre bem-vindo. E eu sei que eu não posso passar o restante da minha vida fazendo isso. E eu sei que eu tenho que mudar, fazer diferente e, que qualquer coisa que eu faça vai ter riscos. Vai ser começar do zero. Mas eu tenho que fazer. Eu preciso tentar diferente. Eu não posso passar minha vida pensando que eu devia ter mudado e não mudei. Espero nunca olhar pra trás e pensar que "eu era feliz e não sabia". Acredito de verdade que um dia vou ler esse post e vou pensar que bom que eu tive coragem e fiz diferente. Mas deu um medinho..."


Essa é a Nalu!

Nalu é minha pug linda, minha primogênita, a cachorrinha mais doce do universo.

Ela nasceu dia 31/08/2010 e com 43 dias veio morar com a gente. É amiga, companheira, carinhosa, adora um colinho. Tem hipotireoidismo e sarna demodécica. Vive com perebinhas na pele e só come comida natural. Aqui no blog vou contar um pouco sobre o dia-a-dia dela, as dificuldades de encontrar um tratamento que de fato melhorasse as condições dela e sobre sua interação com meu filho, Bento.

Por enquanto, vejam um pouco da minha pequena!





segunda-feira, 18 de maio de 2015

A Vaquinha que mudou a minha vida!

Eu olhava meu bebê recém-nascido dormindo no quartinho dele pela babá eletrônica e conversava sobre a vida com meu marido. Sobre minha volta ao trabalho depois da licença maternidade, sobre a necessidade que eu tinha de mudar a minha vida. E aí ele me contou a história do monge e da vaca. E naquele momento eu descobri que meu atual emprego era minha vaquinha e que eu precisava derrubá-la. Estava decidido.
 
O monge e a vaca
Um monge e seu discípulo seguiam caminho pela montanha, em direção a um mosteiro onde permaneceriam por um ano. Com a aproximação da noite, procuraram um lugar onde pudessem pernoitar. Logo adiante avistaram uma casinha isolada, simples e rústica, onde morava uma família muito pobre. O monge pediu à família um quarto onde pudessem dormir e seguir viagem na manhã seguinte.
O dono da casa, muito solícito, ofereceu um pequeno quarto disponível, mas se desculpou por não ter cama nem nenhum tipo de conforto. Era apenas um chão forrado de palha. O monge disse que só aquilo já estava ótimo. Na manhã seguinte foram tomar o desjejum. À mesa havia apenas um pouco de leite, queijo e um mingau ralo. Novamente o dono da casa se desculpou por não poder oferecer uma refeição melhor e o monge respondeu dizendo que, para eles, aquilo era um banquete. Enquanto comiam, o monge perguntou ao dono da casa:
– Neste lugar não há sinais de comércio ou trabalho. De onde vocês tiram seu sustento?
O dono da casa respondeu:
– Ah, temos aqui atrás da casa uma vaquinha milagrosa. Ela nos dá muito leite todos os dias e, com isso, conseguimos fazer queijo, coalhada e mingau. E dessa forma vamos sobrevivendo.
O monge agradeceu a hospitalidade e, junto com o discípulo, seguiram viagem. Haviam andado poucos metros quando o monge parou, deu meia-volta, contornou a casa e soltou a vaquinha do pasto. Levou-a até o precipício e, então, atirou o animal lá de cima. O discípulo, espantado e revoltado com o mestre, exclamou que ele havia acabado com a única fonte de sustento da família que os hospedaram tão gentilmente. O mestre não disse mais nada e, em silêncio, rumaram para o mosteiro.
Passado um ano, o monge e seu discípulo resolveram retornar à cidade e, para isso, teriam que percorrer o mesmo caminho por onde vieram. Descendo as encostas da montanha e com a noite se aproximando, resolveram procurar um lugar para passar a noite. Foram, então, em direção à casinha rústica da família que os hospedara antes. Chegando lá, viram que o lugar estava diferente. A casa da qual lembravam não existia mais. No lugar, um belo casarão, bem pintado e decorado despontava na paisagem, juntamente com diversas carroças e um agradável jardim.
Chamaram pelo dono da casa e este os veio receber. Era o mesmo homem de antes, porém estava mais bem nutrido, feliz e suas roupas não eram os trapos de antes. Acolheu os monges com um largo sorriso e ofereceu-lhes um quarto que, desta vez, era maior, mobiliado e com duas camas confortáveis. Pela manhã, no café, serviram suco, frutas, pães, queijos, ovos e outras guloseimas. Enquanto comiam, o monge perguntou ao dono da casa:
– Neste lugar não há sinais de comércio ou trabalho. De onde vocês tiram todo seu sustento?
O dono da casa respondeu:
– Ah, ocorreu uma tragédia conosco há um ano. Nossa vaquinha leiteira, única fonte de sustento da família, se soltou do pasto e caiu no precipício. Entramos em grande aflição e nos vimos obrigados a procurar outras formas de nos manter. Assim, aprendemos a plantar e cultivar diversas frutas e hortaliças, começamos a fazer produtos próprios e comercializá-los lá na cidade. Assim, graças à perda da nossa vaquinha, hoje temos uma vida muito melhor do que antes.

domingo, 3 de maio de 2015